Na última Conferência Geral de a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mais conhecida como Igreja Mórmon) o Élder Marcus B. Nash dos Setenta falou para os rapazes da Igreja, mas o que disse pode ser util para todo mundo, incluidos aqueles que ainda não são membros da Igreja Mórmon: e’ sobre o plano de salvação ou o plano de felicidade como e’ chamado no Livro de Mórmon.
Elder Nash usou uma história interessante de quando ele era um rapaz:
“Quando eu era diácono como muitos de vocês, rapazes, meu pai e eu fomos até um rio nas montanhas para pescar trutas. Enquanto prendia a isca no anzol, na ponta da minha linha de pesca, meu pai me disse que eu teria de fisgar o anzol na boca do peixe quando ele tentasse pegar a isca, senão ele escaparia. Como eu não sabia o que significava fisgar o anzol, ele explicou que eu precisaria fincar o anzol na boca do peixe quando ele mordesse a isca, de modo que não conseguisse soltar-se, e que para isso eu teria que puxar rapidamente a vara quando o peixe tentasse pegar a isca. Eu queria muito pegar um peixe, por isso fiquei ali na margem do rio, tenso como uma mola recolhida, esperando o puxão na ponta da vara que indicaria que o peixe estava tentando pegar a isca. Poucos minutos depois, senti um movimento na ponta da vara e imediatamente puxei a vara com toda a força, esperando ter que lutar muito com o peixe. Para minha surpresa, vi a pobre truta — com o anzol preso firmemente na boca — ser arremessada da água para o ar, por cima da minha cabeça, e cair no chão atrás de mim se debatendo.
Aprendi duas coisas com aquela experiência: Primeiro, um peixe fora da água é um pobre coitado. Embora suas guelras, barbatanas e cauda funcionem muito bem na água, são inúteis na terra. Segundo: o infeliz peixe que pesquei naquele dia morreu porque foi enganado e levado a achar que algo muito perigoso e até fatal era valioso ou ao menos suficientemente interessante para ser examinado de perto ou experimentado.
Meus queridos irmãos … podemos aprender algumas lições com isso: Primeiro, um propósito básico da vida, conforme ensinou Leí, é “ter alegria” (2 Néfi 2:25). Para isso, é preciso que compreendam que, como filhos do Pai Celestial, vocês herdaram características divinas e necessidades espirituais — assim como o peixe precisa da água, vocês precisam do evangelho e da companhia do Espírito Santo para serem verdadeira e profundamente felizes. Por serem filhos de Deus (ver Atos 17:28), não é compatível com sua natureza eterna fazerem coisas erradas e sentirem-se bem. Isso é impossível. Faz parte de seu DNA espiritual, por assim dizer, o fato de que só terão paz, alegria e felicidade à medida que viverem o evangelho.
Por outro lado, à medida que decidirem não viver o evangelho, serão tão miseráveis quanto um peixe fora da água (ver Mosias 4:30). Como Alma disse a seu filho Coriânton:
“Eis que te digo que iniqüidade nunca foi felicidade. E agora, meu filho, todos os homens que estão (…) num estado carnal (…) vivem sem Deus no mundo e seguiram caminhos contrários à natureza de Deus; por conseguinte, estão num estado contrário à natureza da felicidade” (Alma 41:10–11).
Observem que “viver sem Deus no mundo” — em outras palavras, recusar-se a viver Seu evangelho e, portanto, perder a companhia do Espírito — é seguir um caminho contrário à natureza da felicidade. O evangelho de Jesus Cristo é de fato o — observem que está no singular, significando o único — grande plano de felicidade (Alma 42:8). Se vocês escolherem qualquer outro estilo de vida, ou tentarem viver apenas as partes do evangelho que lhes parecerem convenientes, essa decisão lhes roubará a plena e resplendente alegria e felicidade que lhes foram reservadas por nosso bondoso Pai Celestial e Seu Filho.