Mormons Famosos: David Neeleman
Alguem me mandou este email muito interessante sobre um um famoso e bem sucedido CEO Mormon, David Neeleman, o CEO da companhia aérea Jet Blue. O artigo é de 2004 mas ainda é interessante para quem quer conhecer melhor David Neeleman.
“A trajetória do brasileiro David Neeleman, que foi missionário da Igreja Mormon no Nordeste e hoje comanda a mais bem sucedida companhia aérea dos Estados Unidos” (Por Darcio Oliveira - Março de 2004).
Não tinha jeito. Ele jurava que era brasileiro, mas a meninada de Campina Grande, na Paraíba, insistia em chamá-lo de gringo. Também pudera: aquele missionário da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tinha um nome complicado – David Neeleman – quase dois metros de altura, pele clara, olhos azuis e falava com um sotaque tão carregado que ficava difícil acreditar na sua brasilidade.
Neeleman estava com 19 anos e vinha de uma longa temporada nos EUA – era a primeira vez que voltava ao País desde que deixou São Paulo, sua cidade natal, aos sete anos de idade. A missão no Nordeste era difundir os ensinamentos mormons e ajudar na educação das crianças carentes. Ele cumpriu o ofício e retornou aos Estados Unidos. Hoje (em 2004), aos 43 anos, o gringo de Campina Grande virou estrela internacional, “doutrinando” o mundo dos negócios. A seu modo, o brasileiro transformou a Jet Blue na sensação da aviação americana…
…O presidente da Jet Blue é apaixonado pelo Brasil. Ao menor pretexto, arruma as malas e desembarca em São Paulo. Em New Cannan (Connecticut) , onde mora, já ficaram famosos os churrascos para os compatriotas. Também fez questão de que sua mulher, Vicky, e os nove filhos tivessem cidadania brasileira. A ligação afetiva dos Neeleman com o Brasil teve início em meados dos anos 50. Gary, pai de David, havia sido transferido pela UPI Services (energia) para montar o escritório da empresa em São Paulo. Gostou tanto do País que o adotou como sua segunda pátria. Em outubro de 1959, nasceu David. Foi Gary, aliás, quem encaminhou o menino para a religião Mormon.
Em 66, a família foi transferida de volta aos EUA. E uma década depois, David desembarcou no Nordeste para cumprir sua obrigação missionária. Com o Brasil o meu envolvimento é emocional, revela Neeleman. Tanto que investi US$ 1 milhão para o fundo perpétuo de educação. É um programa da Igreja Mormom que oferece bolsas de estudos, dando oportunidade para que jovens brasileiros freqüentem universidades. O fundo existe desde 2001 e já atendeu 7,5 mil estudantes.
O Brasil precisa investir em educação, pede o empresário. David Neeleman não terminou a faculdade. O problema de déficit de atenção, diagnosticado ainda na adolescência, o impedia de realizar qualquer tarefa que necessitasse de concentração. Por isso mesmo, poucas vezes se aventurou como empregado de alguma companhia. Tinha receio de decepcionar o patrão. Já que havia esse problema a saída era ser criativo e montar o próprio negócio, conta. Com a ajuda da família, ele criou uma pequena agência de viagens. Vendeu a companhia e partiu para uma empresa de vôos charter, a Morris Air. Em 1993, a Southwest Airlines se interessou pela Morris. E Neeleman nem pensou duas vezes: embolsou US$ 130 milhões com a venda. Chegou a assumir um cargo na Southwest, mas acabou demitido.
Com o tempo livre, se dedicou a outro projeto: o desenvolvimentode um sistema de venda de bilhetes pela Internet. O Open Skies foi um sucesso e, em 1999, Neeleman o repassou para a HP, por US$ 150 milhões. Foi então que começou a desenhar a Jet Blue. E conquistou aliados de peso para o projeto: o investidor George Soros e o banco Chase.Soros e o Chase só toparam se juntar a Neeleman se ele realmente trouxesse algo novo ao mercado. O brasileiro caprichou, baseado no tripé estrutura enxuta–tecnologia– preço baixo. Para começar, seu salário como CEO (não estamos falando dos ganhos como acionista) é modesto para os padrões americanos: US$ 200 mil ao ano. Ele trabalha também num escritório espartano, no oitavo andar de um prédio localizado em Forrest Hills, subúrbio de Nova York. Hoje, o número de funcionários por avião na Jet Blue é um dos mais baixos do setor: 106. E a empresa escolheu operar com Airbus, em vez do americano Boeing, porque, segundo Neeleman, os aviões europeus tem menor custo de manutenção e mais economia de combustível. Decisão ousada. Num país que defende suas empresas com unhas e dentes, ver uma companhia “.
Ate 2011, o empresário promete quintuplicar sua frota: quer chegar a 290 aviões. A expansão seria feita principalmente com aviões de 100 lugares da Embraer, que serão entregues a partir de 2005. Ao todo, Neeleman pretende investir US$ 7 bilhões em oito anos. Analistas da aviação civil, no entanto, acham arriscada tal expansão da Jet Blue. Receiam que ao se tornar grande demais a companhia perca sua principal arma: a austeridade…
O artigo completo sobre David Neeleman
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